O Renato sabia de tudo. O Renato tinha a razão das coisas feitas pelo coração. Aprendeu a perdoar e a pedir perdão depois de perder quase todas amizades, já que sempre que se embriagava, “morria”. Pelo menos umas 29 vezes. Amava as pessoas mesmo sabendo que não existe o amanhã, mesmo não sabendo a língua dos homens e nem a dos anjos, porque sabia que sem esse amor, (Camões deu um toque), ele nada seria.
Sabia que não pertencia a ninguém que o tentasse dominar achando que assim se faria entender, ainda que tivesse uma relação de “quase escravidão” com uma menina que o tratava como rei. “É um ter com que nos mata, lealdade”....
Contrária a si, a solidão o levava a tristeza tão profunda que parecia até uma bad pós uso de droga. Só queria, assim como todos nós, alguém pra poder conversar, se revelar, se expor, mas que tivesse certeza que amanhã, aquilo que ele teria dito, não seria usado contra ele. Esqueceu que até o pra sempre, sempre acaba.

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ResponderExcluirA não ser num desastre de avião, ônibus ou qualquer morte “coletiva”, até onde sei, morremos so, sempre; assim como da mesma forma, nascimentos.
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