segunda-feira, 20 de março de 2023

Sobre uma velha Roupa colorida

Eu sempre estou pra tudo, pra todos. 

Já falhei, faltei, várias vezes, com inúmeras pessoas que nao mereciam essa displicência, naquela época eu não entendia o quão importante é isso, estar. Esperar. Não desistir. 

Hoje eu tento não faltar mais. Mesmo. As vezes até passando por cima de convicções próprias, atropelando meus próprios sentimentos, desde que valha a pena, que eu consiga acolher, dar a mão, o ombro; um conselho, seja como for 

Vitimismo definitivamente não combina comigo, mas quando a mesma situação acontece com diferentes pessoas, pior, tudo ao mesmo tempo, fica difícil não se sentir diminuído..

E não me refiro so a relacionamentos românticos, não. 

Dói perceber que nao importa o que eu faça, quando passa, já não tem importância. Como uma roupa usada que não serve mais; perco o valor de uma hora pra outra. “Ah, tudo bem, ele é forte, auto suficiente, resolvido”. Até acontece as vezes, pontualmente, um tempo depois, de eu voltar s ter de novo relevância. Como aquela roupa vintage que voltou a moda, mas que invariavelmente vai ser jogada de lado assim acabar de ser usada.

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