Andei fazendo mais do que devia. Vem mesmo sempre de dentro, nunca foi pra receber.
Confesso agora sentir. Dor em sequer reconhecer
Sorrisos interessados, promessas soltas no ar
Sera que existe a medida pra se doar?
São maos que só se estendem quando há algo a ganhar
Mas se eu chamo, se peco, só o silêncio pra falar
Será que eu que me iludo ou o mundo é que é assim?
Quem tá certo nessa história? O mundo inteiro, ou a razão nunca teve mesmo em mim?
Então eu bebo, me perco, deixo o copo decidir
Eu quem espero demais? Depois quero me punir
Estou me enganando? Eu quem tenho que mudar?
Não me ensinaram que deveria me guardar.
Eu insisto, eu me engano, mesmo vendo o que há
Fecho os olhos pras sombras dos olhares sem lugar
Mas o que me destrói não é o peso que carrego
É saber que se eu sumisse, sumiriam sem apego
Já nem sei se sou vítima ou se gosto da dor
Se me perco pra sofrer ou se já nem tem mais sabor.
Eu já não quero mais ser só refúgio, um porto.
E assim vou me tornando uma ilha, distante pra sentir algum conforto.

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