sábado, 1 de março de 2025

Sobre a ilusão da razão.


Andei fazendo mais do que devia. Vem mesmo sempre de dentro, nunca foi pra receber. 

Confesso agora sentir. Dor em sequer reconhecer

Sorrisos interessados, promessas soltas no ar

Sera que existe a medida pra se doar?



São maos que só se estendem quando há algo a ganhar

Mas se eu chamo, se peco, só o silêncio pra falar

Será que eu que me iludo ou o mundo é que é assim?

Quem tá certo nessa história? O mundo inteiro, ou a razão nunca teve mesmo em mim?



Então eu bebo, me perco, deixo o copo decidir

Eu quem espero demais? Depois quero me punir

Estou me enganando? Eu quem tenho que mudar?

Não me ensinaram que deveria me guardar. 



Eu insisto, eu me engano, mesmo vendo o que há

Fecho os olhos pras sombras dos olhares sem lugar

Mas o que me destrói não é o peso que carrego

É saber que se eu sumisse, sumiriam sem apego


Já nem sei se sou vítima ou se gosto da dor

Se me perco pra sofrer ou se já nem tem mais sabor. 

Eu já não quero mais ser só refúgio, um porto. 

E assim vou me tornando uma ilha, distante pra sentir algum conforto. 

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