quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Sobre pontos de vista

 A vista, do meu ponto, traz pouca coisa. Um norte nublado, um cerrado judiado, nenhuma montanha que inspire a subida, nenhuma arvore que proporcione sombra, nenhum rio que mate a sede. Quase nada se vê, hoje. Curioso como ainda ontem, outro cenário se via, amplo, rico, desafiador, cheio de beleza. Agora reina a tristeza, de tudo desconfio. 

Observando-se ja, a vista de um outro ponto, o seu, ainda que ambos olhássemos na mesma direção, aquela mesma paisagem que nenhum de nós nunca se esqueceu, o mesmo horizonte, ouvi que de lá, lá mesmo, no fronte, também o sul era visível. Bastava olhar pra trás, claramente se via, de forma incrível. E não só esse sentido da rosa dos ventos, ainda que com os olhos, sorriso, lentos o que mais se via eram leste e oeste, que segundo você não traziam mesmo nada que se preste, nada que não fosse estranho, mas aie surpreendia pelo tamanho que comparado ao último sentido, aquele da

Frente, representado pelo N, ainda que longe de mim seu ponto estivesse, parede cada vez mais longe, o que muito, muito me entristece, me trazendo como única alegria, o fato de que, de lá, você, como se fosse magia, olhava, via, mãe, irmã, filha, planícies, montanhas onde se poderia, subir, acender, chegar onde se queria, pra de lá, pudesse se enxergar, independente de quem lá estivesse, se por ele se deveria considerar quem talvez tal cidadão não conseguira ver nada, nada disso, não. 

Mas algo que lá não se via. 

Algo que, definitivamente não havia

Que outrora até podia

Mas que hoje, digamos, desse seu ponto de vista, morreu. 

Não era algo, era eu.



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