quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Sobre o avesso do recíproco

É um novo conceito. Avesso da reciprocidade! Recém descoberto! Pelo menos por mim!  Talvez seja coisa da geração x,  mas que quando a Velha guarda aqui experimenta na pele a aplicação do conceito, nussinhira, doi, mas doi mesmo. 

Consiste no fato de um indivíduo não só criar expectativa, mas ter certeza de que, o outro, por quem não mediria, hoje, esforços pra quaisquer situacoes, perrengues, arregos que precisasse, e assim, não mais que de repente, descobrir que nao, nada disso, nem de perto existe no outro, quissa, uma intenção (com Cecidilha) de também ser, fazer pelo primeiro, mas, na prática, não faz, não se importa, não prioriza, até se chateia consigo mesmo por isso, chega a se desculpar, mas na real, ou não vê valor no que o primeiro faz, faria por ele, ou acha, talvez, que seja, sei lá, o mínimo, talvez obrigação, ou então realmente não é bem afinado com o que chamam por aí de ser agradecido, fazer de volta. Não consegue achar que talvez o outro tenha algum sentimento, alguma expectativa, alguma demanda que o poderia, sem esforço, agir, com um superheroi sem querer nada em troca, de maneira que beneficie o outro, ou menos, fazer pelo outro o que recebe, o que sabe que tem garantido. 

Não que a pessoa seja ruim, não, ela faz isso por várias outras pessoas. Até por quem nem mereceria (ela quem tem que saber), mas pela maioria dos outros, se dedica, abstêm, releva, tenta. Sem dor. Simples. Desde que seja por qualquer outro. 

É assim, sem conclusão, continuo a sentir e tentar entender o avesso da reciprocidade! 


O que nos levara possivelmente ao próximo desinteressante post  “As vezes não ser legal te traz mais vantagens, valor, do que o ser”. A saber. 


Sigamos com nossas lamúrias


Ps:Curiosamente, relendo, me ocorreu uma certa sensação de deja vu. 


Preciso repensar urgentemente os temas desses meus pensamentos aqui registrados, começo a achar que são quase sempre “mais do mesmo”

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