Diferentemente do grande poeta que um dia eu quis ser, que escreve de improviso pra tentar, sei lá, me expressar, impressionar, me fazer entender
Depois de horas e horas refletindo, escrevendo, rasurando, rezando, encenando e torcendo
Eu desisto.
Não acredito mais em ninguém.
Nem em mim mesmo, idiota,
Eu não enxergo nada além
Daquilo o que eu mesmo me propus a ver.
Como achei que deveria ser.
Mais dez pai nossos, pra que o “divino” faça valer.
Amanhã farão dois dias. Que assim seja

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