sábado, 9 de dezembro de 2023

Sobre meu amigo, Cazuza

 Ei, Cazuza, ídolo, amigo!

Será que posso te fazer um pedido?

Ter uma conversa contigo…


Acho que só você, totalmente inspirado

E que deu a exata medida do que é ser “exagerado”


Vai conseguir me dizer

 Se é “EXAGERO” meu

Ou se mais que isso,

Tem sido tanto exagero daqui,

 Que até o contexto se perdeu.


Sozinho, não consigo,

 só enxergo o breu  

Antes que eu perceba, 

Se repetiu, re- aconteceu  


Pra mais ou pra menos

O pra mais sempre tende.

Como uma teia,

a da aranha,

prende.

Mas ao invés do alimento,

Me tira a fome, 

Me ressente.


E preso estando, eu vou pedir socorro

Pra aquele que disse que estenderia a mão

Mas que tão logo, escuta seu pedido, se faz de morto

E ainda é o primeiro a te apontar aquilo que ouviu da sua própria confissão. 


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