Ei, Cazuza, ídolo, amigo!
Será que posso te fazer um pedido?
Ter uma conversa contigo…
Acho que só você, totalmente inspirado
E que deu a exata medida do que é ser “exagerado”
Vai conseguir me dizer
Se é “EXAGERO” meu
Ou se mais que isso,
Tem sido tanto exagero daqui,
Que até o contexto se perdeu.
Sozinho, não consigo,
só enxergo o breu
Antes que eu perceba,
Se repetiu, re- aconteceu
Pra mais ou pra menos
O pra mais sempre tende.
Como uma teia,
a da aranha,
prende.
Mas ao invés do alimento,
Me tira a fome,
Me ressente.
E preso estando, eu vou pedir socorro
Pra aquele que disse que estenderia a mão
Mas que tão logo, escuta seu pedido, se faz de morto
E ainda é o primeiro a te apontar aquilo que ouviu da sua própria confissão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário