A vida é o palco onde dançamos sem ensaio, um constante fluir de passos incertos na coreografia da existência. É o sopro suave que nos ergue e o vento impetuoso que nos derruba, um eco que ressoa em cada escolha e consequência.
A morte, essa sombra imutável, é o silêncio final, o ponto que encerra a partitura, um encontro inevitável ao final da jornada.
São dois lados da mesma moeda, entrelaçados na dança eterna do tempo, onde a vida é o tecido delicado e a morte, a costura que finda o bordado. São os livros abertos que devoramos ávidos e o último capítulo que, mesmo sabendo seu desfecho, anseia por ser lido, lido, relido. É o eterno jogo entre o respirar e o cessar, entre a luz que brilha e a escuridão que abraça, numa dança perpétua entre o ser e o desaparecer.

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