Nao ouço nada além do meu próprio eco, que ressoa
Daqui sai, bate, regride: um pedido de ajuda
Que na volta tromba com inocentes e insistes sorrisos oferecidos
Já nem sei mais se esta que vos fala, pessoa
Que acredita a todos seduzir - tristeza pura
Sustentada por, como eco - de novo entorpecido
De braços abertos, estarrecido
Alguém os estende de volta? Duvido
No palco da empatia, acredito
Minha dor é uma peça sem fim, amigo
Entre a generosidade que semeio
Só florescem duas espécies no jardim:
Displicência pra comigo
E carência sem fim
Tento hoje; sair do silêncio
Nunca dirão que não verbalizei o que “pensava o coração”
Alguém, algum dia, perceberá aqui vulnerabilidade?
Queria eu ter, como pensam, toda essa sagacidade
Se acaso, sim, não a aponte. Estenda a mão da compaixão, te peço, de verdade.
Eu não sou de ferro.
Eu não sei de tudo.
Eu, que nunca berro.
Escrevo tanto e permaneço mudo.

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