quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Sobre um pedido de ajuda

 Nao ouço nada além do meu próprio eco, que ressoa

Daqui sai, bate, regride: um pedido de ajuda

Que na volta tromba com inocentes e insistes sorrisos oferecidos


Já nem sei mais se esta que vos fala, pessoa

Que acredita a todos seduzir - tristeza pura

Sustentada por, como eco - de novo entorpecido


De braços abertos, estarrecido  

Alguém os estende de volta? Duvido

No palco da empatia, acredito

Minha dor é uma peça sem fim, amigo  


Entre a generosidade que semeio

Só florescem duas espécies no jardim:

Displicência pra comigo

E carência sem fim 


Tento hoje; sair do silêncio  

Nunca dirão que não verbalizei o que “pensava o coração”


Alguém, algum dia, perceberá aqui vulnerabilidade?

Queria eu ter, como pensam, toda essa sagacidade


Se acaso, sim, não a aponte. Estenda a mão da compaixão, te peço, de verdade.


Eu não sou de ferro.

Eu não sei de tudo.

Eu, que nunca berro.

Escrevo tanto e permaneço mudo.



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