Aí você ja não está bem. Motivos, haja “s”, plural, não faltam.
Sua empresa definha, suas financas já não são mais matematicamente calculáveis, seu filho te detesta, sua filha está longe, seus amigos mais antigos - aqueles próximos te desdenham, sua família te desaponta, seu parceiro de trabalho te subestima, sua ex te ilude e te fode, sua outra ex te fode e te ilude, sua crush só enxerga espelho.
Sua vontade some, sua energia some, sua motivação está com fome.
Aqueles em quem você apostou, já nem sabem quem você e
Os que você levantou, hoje não olham pra baixo, estão de pé.
Os perdoados, hoje, te acham coitado
Reclamam não terem um altar particular, privado.
Mas ainda assim você insiste, sabe que, ou, acha, pensa que ainda haja quem de você se beneficie
Não pra inflar seu ego, ele já nem existie
Mas por achar que veio a este mundo pra ser engrenagem que auxilie no puro e simples bem pro outro
Lutando contra a hipocrisia que teima em rodear e as vezes até entra quando com a mente vazia
Você começa a escrever, porque já não tem mais pra quem dizer, a quem recorrer.
Afinal, seu pensamento coeso. Seu privilégio desde nascido.
Nao deixa a menor possobildade, não te permite estar perdido.
Mas perdido está, Perdido estou
Agora, ontem. Provável que amanhã
Já nem faz diferença, direção, conduta, como ou pra onde eu vou
Amanhã, agora, ontem, já não há mente sã, mera filosofia vã
Realismo. Poema. Rima.
Nada aqui tem contexto. Essa é minha vida. Essa é minha sina:

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