quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Sobre a verdade nua e crua

 Aí você ja não está bem. Motivos, haja “s”, plural, não faltam. 

Sua empresa definha, suas financas já não são mais matematicamente calculáveis, seu filho te detesta, sua filha está longe, seus amigos mais antigos - aqueles próximos te desdenham, sua família te desaponta, seu parceiro de trabalho te subestima, sua ex te ilude e te fode, sua outra ex te fode e te ilude, sua crush só enxerga espelho. 

Sua vontade some, sua energia some, sua motivação está com fome. 

Aqueles em quem você apostou, já nem sabem quem você e  

Os que você levantou, hoje não olham pra baixo, estão de pé. 

Os perdoados, hoje, te acham coitado

Reclamam não terem um altar particular, privado. 


Mas ainda assim você insiste, sabe que, ou, acha, pensa que ainda haja quem de você se beneficie 

Não pra inflar seu ego, ele já nem existie

Mas por achar que veio a este mundo pra ser engrenagem que auxilie no puro e simples bem pro outro

Lutando contra a hipocrisia que teima em rodear e as vezes até entra quando com a mente vazia 

Você começa a escrever, porque já não tem mais pra quem dizer, a quem recorrer. 

Afinal, seu pensamento coeso. Seu privilégio desde nascido. 

Nao deixa a menor possobildade, não te permite estar perdido. 


Mas perdido está, Perdido estou 

Agora, ontem. Provável que amanhã 

Já nem faz diferença, direção, conduta, como ou pra onde eu vou

Amanhã, agora, ontem, já não há mente sã, mera filosofia vã 

Realismo. Poema. Rima.

Nada aqui tem contexto. Essa é minha vida. Essa é minha sina:






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