sábado, 30 de novembro de 2024

Sobre o ponto visto daqui


Daqui pra lá

Pra mim já não dá 

Disse tudo o que queria

Mais do que deveria


Essa embriaguez permanente 

não pode continuar a ser motivo

Embasar o que penso

Usando como embasamento, 

Ainda que o EU de verdade não esteja presente. 


Porque por mais que sinceras sejam

Intoxicadas se tornam 

As palavras


Se inflamam, Declamam 

Todo errado 

Exagerado

Como sou, como errante como amam. 


No falar 

Repito, 

Me embriagar 

Intoxicar 

inflamar 

Errar 

No me desculpar


O maior exagero realmente

Confesso, mora no decepcionar. 

Todo um talento, um dom, impossível mensurar 

O quão bom sou nisso, infelizmente. 

Luto pra fazer o suficiente,

Mas nunca é o bastante. 

E decepciono. 


E vendo só daqui, 

Só da vista do meu ponto

Será que apesar dessa dádiva

Só eu consigo discernir?

Entender 

Mudar 

Interferir


Daqui. De lá. 

Pra mim já não dá 

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