terça-feira, 15 de julho de 2025

Sobre outro ponto de vista

 “Ter um flit, não paralisante; um congelante. Um que não derreteria ao fim.   

Esotérica, sim, mas nunca que muda de estado, em especial de sólido pra líquido. Sou incompreensível. 

Até pra mim. 

Assim como não compreendo o seu egoísmo de achar que sempre tem razão!

O pior é que vez em quando, a tem, ou melhor, a teve, na medida em que andei utilizando-me de suas “improváveis inflexões”, as reverberando a torto e a direito, pra comigo mesma:

RE-conclui, não há nenhum, nenhum reconhecimento. Ninguém que de fato se interessasse por quaisquer das suas, das minhas

IN

RÉ 

flexões. 

Seja de algo que vi, ouvi ou vivi, das minhas, que dirá das suas ideias, todas elas, desnecessariamente expostas. 

Nao houve alguém que concordasse. discordasse, que neutro ficasse. 

Não houve sequer quem interagisse. 

De fato:

Não interessa ao outro minha reflexão. Para o outro não interessa conselho. Não interessa. Mais que saber que sem engajamento, não interessa nem ao não engajando, o entender. 

Cá entre nós, a opinião dele também não mais me interessaria. 

Não se trata de desrespeito, pra com você, eventual (nenhum) leitor, desrespeito. Mas eu precisava, de um mínimo de empatia: reconhecer a exposição do meu defeito.

Mas nem isso. 

Conclui-se: a nada sútil diferença entre eu e o outro mora no: eu ouço o problema do colega, invariavelmente, penso em alguma resolução, sugiro, tento ver, entender e resolver essas vãs reflexões. Por outro lado, o colega, o “amigo”, o familiar, nem o crush… 

NINGUÉM, de fato, tem saco pra minhas penúrias. 

Cá entre nós:

“Nem Eu teria”.

São muitas, incontáveis lamúrias. 

Propor solução então: Mera utopia

Ninguém quer saber de ninguém.

Essa é minha nova terapia.”

Ossanha, Mermaid. 2025

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