sábado, 23 de maio de 2026

Sobre o tempo

Eis-me aqui, o seu senhor

Não o do plano superior

Deste aqui mesmo


Curo, faço doer

Jornais me acompanham 

Guerras me contabilizam


Você vai me usar pra mensurar o seu sofrer. 


E antagônico, lento,

Volto a lhe fazer ser

Pode me chamar de tempo

Me sinta, mas nunca poderá me ver

Tereis a mim sempre

Mas me perderá constantemente 


Quando menos esperar, sorrateiro 

Você verá eu me materializar 


E assim, mais que nunca, interferir

Sem intenção, mas de forma aguda, te ferir


Mexer com seu ego. Mudar teu corpo

Talvez te deixe cego. Ainda que aparente ser moço 


Ou aprende a lidar comigo 

Ou te deixo sem abrigo 

Pode apostar que consigo 


Sou o seu senhor. Sua dor. Seu amor 

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