Eis-me aqui, o seu senhor
Não o do plano superior
Deste aqui mesmo
Curo, faço doer
Jornais me acompanham
Guerras me contabilizam
Você vai me usar pra mensurar o seu sofrer.
E antagônico, lento,
Volto a lhe fazer ser
Pode me chamar de tempo
Me sinta, mas nunca poderá me ver
Tereis a mim sempre
Mas me perderá constantemente
Quando menos esperar, sorrateiro
Você verá eu me materializar
E assim, mais que nunca, interferir
Sem intenção, mas de forma aguda, te ferir
Mexer com seu ego. Mudar teu corpo
Talvez te deixe cego. Ainda que aparente ser moço
Ou aprende a lidar comigo
Ou te deixo sem abrigo
Pode apostar que consigo
Sou o seu senhor. Sua dor. Seu amor

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